Maga – Diecinueve

Con viento del este hiciste una cama,
soplaste sobre ella para templarla.
y con el murmullo de tu voz de agua
me cantabas nanas sin letra.
y dormíamos tan juntos
que amanecíamos siameses.
y medíamos el tiempo en latidos.
y en tus dedos yo tocaba mis canciones,
dedos de teclas de celesta.
y tu pulso tamborileaba en mis sienes y muñecas
como diminutas patas de ciempiés.
y nos repartíamos los labios y los dientes y el hipo,
y del alfabeto, las impares.
y en tus dedos yo tocaba mis canciones,

4 Responses to 'Maga – Diecinueve'

  1. Isabela Cabrália Says:

    Lindo poema “Jique”!y la figura bien puesta.Son palabras dulces
    , sugestivas, me hace pensar en buenas sensaciones.Muchos besos para ti!

  2. Isabela Cabrália Says:

    Mágica (versión portuguesa mal hecha por mí)

    Com o vento do leste fizeste um leito
    Assopraste para deixá-lo morno
    e com o susurro de tua voz de água
    vinhas a ninar-me
    dormíamos tão apegados
    que amanhecíamos siameses.
    marcávamos o tempo com nossos pulsares
    e nos teus dedos tocava minhas canções
    dedos de teclas celestes
    teu suave e intenso pulsar
    aceleravam os fluxos do meu corpo
    nos dividíamos num emaranhado de
    dentes, labios y hipos
    e do alfabeto, as ímpares
    e dos teus dedos eu tirava minhas melodias.

  3. Kike Says:

    Jajajajaja. Muito booooom!!! você é uma trilingüe. Penso que vou a tentar de traduzir tudas as cançoes que escreva a português, é uma boa idea

  4. Kike Says:

    vinhas a ninar-me –> em vez de isso, “você me cantaba ninas sim letra” (mais bem escrito :P)

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